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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Sobre a doença: Sintomas da doença de Pick

Alguns sintomas da doença de Pick são:


1) Mudanças no comportamento. As pessoas com doença de Pick, muitas vezes lutam para manter seu emprego, mas tem perda de iniciativa em situações  do cotidiano.

2) Isolamento. Aos poucos, as pessoas com doença de Pick se isolam. Comportamentos sociais inadequados podem ocorrer.


3) Má higiene pessoal, aumento ou redução do apetite, diurese noturna, comportamento social inadequado e perda progressiva da capacidade de autonomia.


4) Mudanças emocionais bruscas. De tempo em tempo pode ir da euforia à depressão. Há uma diminuição significativa nas atividades que antes geravam prazer e as atividades do dia-a-dia. As pessoas com doença de Pick também têm dificuldade em considerar os sentimentos dos outros.


5) Dificuldades de linguagem. Há uma diminuição notável na capacidade de ler e escrever e também há dificuldade em encontrar a palavra certa de acordo com a situação. Conforme a doença progride, maior dificuldade em falar e entender o que os outros dizem. O vocabulário vai diminuindo e há repetição de palavras comuns.


6) Perda de memória. Este sintoma aumenta com o avanço da doença. Também é comum que exista desorientação espacial.


7) Dificuldades de movimento e coordenação. Parece desajeitado quando em pé, segurando objetos. Dificuldade em mover os braços e as pernas. Rigidez muscular.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Sobre a doença: O que é doença de Pick?

Escolhi a melhor explicação que encontrei na internet, e que descreve mais semelhanças com meu pai:



"A doença de Pick, descrita pela primeira vez em 1892, consiste em uma demência progressiva definida de acordo com critérios clínico-patológicos. Ao contrário da doença de Alzheimer e outras demências que apresentam déficits cognitivos localizados no córtex posterior (parietal), a doença de Pick costuma afetar os lobos frontal e/ou temporal. Atualmente, este distúrbio é considerado por muitos autores como parte de um ‘complexo’ de distúrbios neurodegenerativos com aspectos clínicos e histopatológicos similares".

O conceito de demência fronto-temporal – da qual a doença de Pick é um exemplo – engloba uma ampla variedade de distúrbios. Clinicamente, a doença de Pick (DP) pode ser idêntica a diversas outras situações envolvendo degeneração do lobo frontal. 

Alguns casos detectados precocemente evidenciam uma gliose subcortical progressiva, mas não raramente encontra-se um quadro de demência sem qualquer alteração histopatológica específica.
A DP responde por 10-15% dos casos de demência clínica.

Ela é a terceira forma mais comum de demência cortical neurodegenerativa, perdendo apenas para a doença de Alzheimer e a doença dos corpos de Lewy. Após o óbito, apenas cerca de 5-7% dos pacientes classificados clinicamente como portadores da doença de Pick preenchem os critérios neuropatológicos para DP. O inverso também é verdadeiro: muitos pacientes com DP confirmada à autopsia receberam um diagnóstico de doença de Alzheimer (ou outro distúrbio neurodegenerativo) durante a vida.

A DP é inexoravelmente progressiva, levando o paciente a uma incapacidade severa e óbito após uma média de 6-10 anos de evolução. Os homens são mais afetados que as mulheres, especialmente entre os 55-65 anos de idade.


O início da disfunção comportamental e cognitiva é insidioso. Os pacientes começam com alterações discretas do nível de consciência e o curso clínico nos primeiros 2 anos de evolução depende principalmente do sítio da disfunção.

Indivíduos com disfunção orbitofrontal desenvolvem um comportamento agressivo e anti-social. Leptomania e distúrbios obsessivos ou repetitivos são comuns. Pacientes com disfunção frontal dorsomedial ou dorsolateral desenvolvem déficits de atenção ou mesmo amnésia, apatia, redução da espontaneidade, depressão. 

Os distúrbios da fala e da linguagem em geral evoluem rapidamente, e tendem a ser mais intensos que o comprometimento da memória. A incontinência esfincteriana se instala precocemente (ao contrário do observado na doença de Alzheimer). Alguns pacientes podem apresentar parkinsonismo, mas este, quando severo, sugere a presença de outro diagnóstico (p.ex.: degeneração dos gânglios corticobasais, doença de Lewy, paralisia supranuclear progressiva, etc).

Os achados ao exame físico são bastante semelhantes a um quadro de doença de Alzheimer. Ecolalia, anomia, ecopraxia, hiporreflexia generalizada ou  localizada, acinesia, paratonia e tremores de repouso podem ser observados. A capacidade de orientação espacial costuma estar preservada.
Infelizmente, não existe uma farmacoterapia específica para a DP. Muitos autores recomendam o uso de neuroprotetores (p.ex.: ibuprofeno, vitamina E) e sintomáticos (p.ex.: antidepressivos, agentes colinérgicos e dopaminérgicos).
O acompanhamento periódico é necessário para tratar os distúrbios comportamentais e os problemas clínicos subseqüentes, com reavaliação do diagnóstico sempre que preciso. Assim como na maioria dos casos de demência, a DP é lentamente progressiva, levando o paciente a incapacitação. O processo todo pode levar vários anos.



A doença de Pick (DP) é uma forma de demência fronto-temporal e responde por 15% dos casos de demência clínica. A DP é inexoravelmente progressiva, levando o paciente a uma incapacidade severa e óbito após uma média de 6-10 anos de evolução. Os homens são mais afetados que as mulheres, especialmente entre os 55-65 anos de idade. Ao exame clínico, os achados são bastante semelhantes a um quadro de doença de Alzheimer. Os exames complementares em geral são utilizados para excluir diagnósticos diferenciais. Não existe farmacoterapia específica para a DP.














 
Fonte: Equipe Editorial Bibliomed

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Sobra a doença: Alzheimer x Pick

Antes de descobrir que meu pai tinha a doença de Pick, foi diagnosticado Alzheimer. É muito comum isto acontecer, pois os sintomas são bem parecidos. 

Através deste blog, falarei um pouco do nosso dia-a-dia e convívio com a doença.

Espero ajudar, de alguma forma, a todos os cuidadores e familiares que possuem algum portador desta doença rara e pouco falada no Brasil.