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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Novo cuidador para o meu pai e minha avó


Finalmente encontramos uma pessoa de confiança para tomar conta do meu pai e da minha avó: meu tio, irmão da minha mãe.

Minha mãe fez o "convite" há alguns dias, pois meu tio está desempregado há um bom tempo e está difícil encontrar um trabalho ou abrir um negócio. Ele já está arrumando as coisas dele em Curitiba e, em breve, vem morar em casa.

Nunca tinha pensado nessa possibilidade. Minha mãe disse que ele ficou contente em poder cuidar de sua mãe.  

Meu pai ainda não sabe da notícia e estou com um pouco de medo de contar, pois não faço idéia de como ele vai reagir. Afinal de contas, para ele, não há necessidade nenhuma de cuidador, pois acha que está saudável.

E eu, que estava bem desanimada e sem esperanças de encontrar alguém de confiança, estou mais tranquila. Agora, acho, posso sair de casa.  

Estou para terminar meu curso noturno. Quando acabar, pretendo mudar para Indaiatuba e começar a minha história. 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Decepcionada com a possível cuidadora.

Não queria escrever um post pessimista, mas não tem como. Já faz algumas semanas que me decepcionei muito com a possível nova cuidadora do meu  pai. Aliás, acho que faz mais de 1 mês que ela não vem mais em casa.

Tudo começou em um sábado normal. Meu pai estava tomando café da manhã e chamou a Dona Lucia. Sem ser grosso, nem nada fora do comum, ele pediu para ela tirar umas latas de tinta que estavam na garagem há mais de um ano. 

Essas latas de tinta e outros materiais foram deixados pelo marido dela, Clovis, que pintou os muros e paredes de casa no ano passado. 

Até pouco tempo atrás, isso não incomodava meu pai. Mas nos últimos dias, ele começou a se irritar com aquela bagunça.

Voltando à conversa. A Dona Lúcia respondeu que iria pedir para o marido dela tirar. E meu pai perguntou se demoraria muito. Eu falei para ele ficar tranquilo que em breve as latas seriam removidas. E mudei de assunto.

Na hora de ir embora, a Dona Lucia se despediu normalmente, sem apresentar nenhuma alteração.

No dia seguinte, o marido dela, que sempre tocou a campainha para entrar em casa (eles tem as nossas chaves), entrou na garagem sem falar nada e começou a retirar as coisas. Ouvimos barulhos e minha mãe foi ver quem estava lá. Conversou um pouco com ele, que contou que a dona Lucia não conseguiu dormir na noite anterior e estava muito nervosa. Minha mãe estranhou, mas deixou pra lá, pois sabe que a Lucia realmente é ansiosa e fica assim por coisas bobas.

Na segunda de manhã bem cedo, o Clovis apareceu novamente em casa, sem falar nada, com o carro do filho da patroa da Lucia, para buscar o resto do material. A patroa que, segundo ela, é mão de vaca e materialista, deixaria o marido da funcionária usar o carro do filhinho??? Marido que, quando estava bêbado, bateu o próprio carro, deu PT, e agora não tem outro carro?

Fiquei imaginando se, na verdade, a patroa dela não era tão má como a Dona Lucia falava. Ou se ela fez tanto drama que a patroa malvada ficou com pena. Sei lá. Nada disso me interessa mais.

Minha mãe conversou com o Clovis de novo e ele falou que meu pai foi super grosso com a Dona Lucia. Mesmo sabendo que ele é doente e que esse tipo de coisa poderia acontecer a qualquer momento, ela ficou bem nervosa e o Clovis falou que ela não era obrigada a entender a doença do meu pai. Pronto. Neste momento, vimos que ela não é a pessoa adequada para tomar conta do meu pai. Primeiro porque meu pai não foi grosso e nem nada. Segundo, porque, mesmo se tivesse sido, seria algo que ela teria que aprender a lidar.

Estaca zero novamente. Minha vida profissional precisa esperar mais um pouco. Deveria ser possível colocar no currículo que cuidei com carinho do meu pai, né? Pena que não dá e ninguém entenderia... 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Cuidado para não perder o idoso de vista!

Está cada dia mais difícil sair de casa com meu pai. E, quando tento, sempre vivo uma nova emoção.

Quando fomos ao parque outro dia, passou um jovem correndo ao lado dele, sem encostar, mas mesmo assim, ele falou uns palavrões cabeludos. Pedi para trocarmos de lado e meu pai andou na "margem" da pista, para não ter o risco de alguém "tirar uma fina" (sic).

Em uma outra ocasião, meu tio (irmão da minha mãe) veio passar uns dias em casa e fomos ao parque - meu pai, minha avó, meu tio e eu. 

Minha avó anda bem devagarzinho e gosta de curtir a natureza, observar os pássaros, peixinhos, flores, tartarugas, etc. 

Meu pai ficou impaciente e quis andar na frente. E foi se distanciando. Como a pista é circular, não achei que seria perigoso, pois quase não tinha gente e dava para supervisionar de longe. De repente, ele fez uma curva e saiu da pista. Caminhou a passos rápidos em direção a um corredor que tem algumas saídas em comum: 3 para continuar percorrendo o parque por fora e 1 em direção ao estacionamento/saída. Me deu um certo desespero e saí correndo para tentar alcançá-lo, mas não consegui.

Perdi meu pai de vista e me senti a pessoa mais burra e idiota do mundo, além de culpada e desesperada. Perguntei para algumas pessoas que passavam se haviam visto um senhor como meu pai e nada. Pensei que não era o fim do mundo, já que o parque é fechado e de lá ele não teria saído sem ser visto. Mesmo assim, me preocupei com a possibilidade dele se perder no mato ou brigar com alguma pessoa agressiva. Afinal de contas, não tem como os desconhecidos saberem que meu pai é doente e fala coisas sem sentido, pois aparentemente ele parece "normal". 

Meu tio me alcançou e falou que iria atrás do meu pai, enquanto eu ficava no bar com a minha vó. Foram mais de 30 minutos de agonia e ansiedade. Quando ele voltou, foi até o estacionamento e encontrou meu pai sentado, ao lado do carro, no chão. Fui até lá e fiquei surpresa, pois meu pai nunca sentou no chão na vida! Por isso nem passou pela minha cabeça que ele estaria lá, quietinho e seguro. 

Imediatamente fomos embora e eu, que nunca tinha deixado meu pai se distanciar daquela forma, percebi que realmente não era exagero ficar grudada nele o tempo todo

A atenção realmente deve ser triplicada com idosos e me senti bem burra de ter passado por uma situação tão desagradável à toa.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Vida de cuidador: ser ou não ser, eis a questão


Até quando pretendo cuidar do meu pai?

Essa é a pergunta que me ocorre quase que diariamente.

Meu namorado e eu planejamos morar juntos - e ficar noivos, né Régis, vou ganhar meu anel, êeebaaa - quando eu terminar o meu curso de finanças. Também desejo trabalhar nessa área (não mais com nutrição). Até já pensei em continuar cuidando de idosos, pois acho que já tenho alguma experiência e é difícil encontrar pessoas confiáveis para esse trabalho - que exige tanta dedicação e carinho. Mas isso é outra história. O que você acha, caro leitor?

Bom! Enquanto isso, vou sonhando. E me preocupando. Quem vai cuidar do meu pai? Se nem os mais "chegados" tem tanta paciência como eu, quem terá? 


Planejar é uma coisa, colocar em prática é outra totalmente diferente. Que agonia...!

Tem uma senhora que ajuda na limpeza de casa aos sábados. Durante a semana ela trabalha num distrito de Ribeirão Preto, Bonfim Paulista, e chama-se dona Lucia. 

Apesar de já ter 60 anos, cuida de uma casa enorme e, pelo que me disse, nunca recebeu nenhum aumento, férias ou bônus. Pura sacanagem da patroa, que é "cheia da grana". 

Acho que ela é a única pessoa que confio para deixar meu pai. Sabe aquela mulher boa, de coração enorme e sensível, que preza pela honestidade e respeito? É a dona Lucia. 

Teve uma época em que eu brincava que ainda iria "rouba-la" da patroa mesquinha e ela ria  alto - imagino que na esperança de eu convida-la mesmo para trabalhar em casa. 

Quando vou para São Paulo, costumo sair sábado de manhã e, durante este período, a dona Lucia fica com meu pai - minha mãe trabalha até às 13 horas. Ele fica bem comportado com ela. O único medo que a dona Lucia sente, é que meu pai saia de casa. Mas ela não precisa se preocupar, pois ele não tem a chave do portão.

Em janeiro, pensava que talvez nem precisasse me preocupar com quem meu pai ficaria, pois achei que ele ia morrer. Morrer. Morte. Palavrinhas pesadas, não? Eu tinha tanto medo de perder meu pai a qualquer instante! Ele estava tão fraquinho e dependente. Agora,  está se alimentando bem, tomando banho e ativo - acho que ele está bem e não vai morrer de uma hora para a outra.

Tô meio depressiva esses dias. Sem muito ânimo, me sentindo meio inútil. O pior é que eu sei que deveria estar animada e feliz, porque meu pai não depende mais (tanto) de mim. Mas acho que isso me faz ter tempo para parar e pensar em mim, na minha vida e no que eu estou "perdendo", enquanto todos ao meu redor só estão "ganhando". 

Hoje comprei presente (pela internet, eita facilidade moderna) de casamento para um amigo que admiro bastante. Estou super feliz por ele e pela noiva, que se formaram na USP mais ou menos na mesma época que eu. Recentemente, minha melhor amiga também ficou noiva e foi morar com o parceiro. Fico pensando o quanto eles serão felizes para sempre. Mas é inevitável a comparação com a minha vida. Não é que eu sinta inveja (aquela coisa negativa, de vilã de novela). Pelo contrário, gostaria muito de também estar pensando em casamento, em casa própria com o noivo, enxoval, viagens, trabalhos, mudanças, aumentos... parecem coisas tão distantes e não merecidas por mim.

Semana passada (ou será retrasada, já?) fui ao neurologista. Ele já foi médico do meu pai, mas acabou indicando o atual para dar continuidade ao tratamento. Eu acabei me afeiçoando bastante a ele e acabo chorando toda vez que tenho consulta. Faço um tratamento para depressão (assunto que ainda vou abordar no blog - só falta criar coragem para falar) e enxaqueca. 

Nesta última consulta, ele falou algumas coisas que me deixaram pensativa (até demais). Disse que ele tem filhas da minha idade e, que nesta época da vida, eu deveria estar aprendendo a dar banho nos meus filhos e não no meu pai. Que se meu pai fosse consciente, provavelmente gostaria que eu tocasse a minha vida. Dentre outras coisas.

O que você, leitor, acha de tudo isso? Me dê uma luz, uma opinião, sugestão, bronca, conselho, uma piada, qualquer coisa! Hoje meu pai gritou tanto comigo, que fiquei totalmente sem chão. E eu só queria trocar o lençol molhado da cama dele... é tão bom vê-lo tão esperto sem remédios, mas ao mesmo tempo é tão difícil aguentar as patadas que ele dá inúmeras vezes, sem nenhum motivo. 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

É carnaval no Brasil!

Caros (e raros) leitores, minha ausência durante os últimos dias foi devido ao feriado. 

Não tenho nada contra quem gosta, mas não vejo graça no carnaval. A única coisa que aprecio é o feriado!

Aproveitei esse tempo para descansar. Com minha irmã e mãe em casa, não precisei ficar de "vigia" 24 horas. Meu namorado e eu acordamos tarde e até demos algumas cochiladas durante o dia. 

De vez em quando batia uma culpa e o Régis (namorado) me falava que não tinha nada de errado em acordar tarde de vez em quando. 

Também fui com amigas para uma cidadezinha chamada Bueno de Andrada, para experimentar as famosas "coxinhas douradas". Adoramos! Foi muito divertido passar um tempo com as meninas, dando risada e relaxando! Elas não tem noção do bem que todas me fazem, mesmo que eu não saia com frequência com elas.

Meu pai se comportou bem durante os últimos dias, com exceção dos gritos que tem dado. Ah e recusou-se a nos deixar ajuda-lo a tomar banho. Tanto é que tomou sozinho, pois aprendeu a abrir e fechar o registro (isso foi impressionante)!

Ele está tão "espertinho", que durante a madrugada de ontem minha irmã acordou com um barulho da sala: estava vendo televisão. O programa era pornô e ele aumentou o volume!

Um dos remédios que ele tomava era para acalmar a libido. Pelo visto, já deixou de fazer efeito.

Hoje falei para ele trocar de roupa, pois precisava ir ao dentista e, para minha surpresa, ele me perguntou "já é quarta?" (dia marcado pelo dentista na semana passada).

Trocou-se sozinho, colocou tênis, relógio e procurou suas chaves, coisas que não fazia há tempos. 


sábado, 9 de fevereiro de 2013

Vida de cuidador: um pouco de distração vai bem



Uma das minhas maiores distrações durante o dia tem sido ler. Me faz um bem danado ler!

Agora estou lendo um livro bem emocionante. Nessas horas me sinto dentro das histórias e "fujo" da realidade. O bom é que a aventura é enorme, então tem bastante coisa para "viver" ainda. Estou no quarto, de cinco volumes. Meu namorado e eu estamos empolgados com essa história. Minha irmã também.

Comecei vendo o seriado, indicado pelo meu namorado e irmã. É uma boa "fuga" também. Enquanto meu pai assistia tv, ficava ao seu lado vendo o seriado no notebook, com fones. Não deixei meu pai assistir, porque achei que ele sentiria medo.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Vida de cuidador: um tempo para descansar



Semana passada fiquei um pouco cansada, com olheiras e desanimada. Por mais que eu tente ser forte, às vezes meu corpo exige um pouco de "liberdade". 

Sexta-feira fui para São Paulo, de carona com uma tia minha que veio trazer minha avó para Ribeirão Preto. Desde agosto de 2012 ela (vó) mora conosco. Ainda vou escrever um post dedicado à mãe da minha mãe, uma gracinha de pessoa, de 89 anos. Também pretendo falar sobre a mãe do meu pai, que era admirável. 

Fiquei na casa dos pais do meu namorado até ontem a noite. Foi um final de semana relaxante e gastronômico, do jeito que eu gosto! Fomos passear na Liberdade, fazer comprinhas e comer bastante. Só faltou um cinema para a programação ficar completa, mas não encontramos horários muito bons. 

Em média, vou uma vez por mês para Sampa ficar com o meu namorado. São poucos dias, mas revigorantes. Geralmente volto mais animada para a rotina. Ser cuidador de idosos pode ser bem desgastante se não separamos um tempo para descansarmos, passearmos, relaxarmos.

No dia-a-dia fica difícil ter um tempo só para mim, pois fico "ligada" 24 horas. Além de dormir de porta aberta, hábito que adquiri com certo esforço, também tenho tomado banho com a porta aberta, com medo de acontecer alguma coisa com meu pai enquanto estou no chuveiro.

Estou no final do curso noturno de Gestão Financeira, mas no momento estou de férias da faculdade. Então, acabo me dedicando totalmente ao meu pai mesmo.

É importante reservar um tempo para mim, eu sei disso. Fazer terapia me ajudou a enxergar que não tem como eu cuidar de outra pessoa sem cuidar de mim primeiro

Outra coisa que eu tento controlar é o peso na consciência em deixar meu pai "sozinho". Eu sei que ele será bem cuidado durante minha ausência, mas fico imaginando que ele sentirá muito a minha falta, por estar mais acostumado com a minha presença.

Preciso estar bem fisicamente e mentalmente para poder cuidar com qualidade do querido pai.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Vida de cuidador: nunca deixe a peteca cair

Hoje meu pai falou que iria me prejudicar. Eu, assustada, perguntei por que. E ele disse que nem tinha como falar, mas que iria me prejudicar assim mesmo. Fiquei um pouco chateada, mesmo sabendo que ele ja nao tem muita no¢ao do q esta dizendo. Mais tarde, falou que era um sem vergonha. A noite, repetiu que era sem vergonha quando perdeu o equilibrio e eu fui corren!do segura-lo. Falou que nao tava desequilibrado e que era sem vergonha. Nao sei o que pensar. Na verdade, acho melhor deixar pra la...estah muito dificil covence-lo a comer, ta batendo um desanimo. Mas tenho que ser forte!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Cuidador de idosos: Profissão (?), dedicação e amor.


Cuidar de pessoas doentes não é nada fácil. Apesar de já ser considerada uma profissão, não é o tipo de trabalho reconhecido ou que recebe algum status

Enquanto todos meus amigos e amigas trabalham em grande empresas, ou fazem mestrados e doutorados, trabalho em casa. Às vezes sinto-me um pouco atrasada quando começo me comparar às pessoas ao meu redor, que conseguem guardar grandes (ou pequenas) quantias de recursos financeiros, diplomas e incremento do currículo. Mas depois, pensando melhor, acho que está valendo a pena dedicar meu tempo a pessoa que mais admiro na vida. Trabalho dá pra arrumar depois (assim eu espero!).



Vivem me dizendo que cuidar de idosos como meu pai é como cuidar de crianças. Discordo. Cuidar de crianças é  mais simples, na minha opinião. Afinal, a criança está aprendendo tudo ainda, então obedece aos mais velhos (se bem que ultimamente a molecada anda bem rebelde, mas isso depende dos pais etc etc etc); além de ser pequenininha e bem mais leve. Já o idoso, tem seus princípios, mesmo que já esquecidos em sua maioria, e orgulho. Muito orgulho. Então, dar um banho, trocar de roupa e passar creme, assim como ajudar a andar, sentar e deitar, são atitudes bem aceitas em crianças, que permitem serem ajudadas. Já o idoso é mais resistente, mais orgulhoso.



Para cuidar bem de um idoso é preciso ter paciência, dar muita atenção e carinho. E amor. Amor incondicional.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Uma chama que se apaga


Tenho a sensação de que, a cada dia, meu pai vai ficando mais fraquinho e a luz dele vai se apagando, aos poucos.

O melhor que posso fazer é cuidar dele com o maior carinho do mundo e aproveitar cada momento junto.

Às vezes ele fica um pouco mal-humorado. O dia todo. No dia seguinte, acorda de outro jeito, sorrindo. Reclamando um pouco dos remédios. No geral, a convivência é fácil. O difícil foi aprender a lidar com a nova personalidade que surgiu há alguns anos atrás.