Antes da minha avó vir morar conosco, a visitávamos com certa frequência, sempre que possível.
No ano passado ou retrasado, em uma das viagens para vê-la (ela morava a 350 km daqui), estávamos no carro, ouvindo música clássica, e meu pai ergueu as mãos e começou a movimentá-las como um maestro. E falou que achava que em outra vida foi um grande maestro. Foi tão bonito!
Desde sempre, meus pais levavam meus irmãos e eu para orquestras. Lembro-me de pedir para sentar com meus irmãos nas primeiras fileiras e meu pai só falava para não fazer barulho. Ficávamos quietinhos e batíamos palmas apenas quando era o momento certo.
Até hoje vou à orquestras quando posso e sinto-me enormemente agradecida por ele ter nos proporcionado essas boas lembranças da infância e nos influenciado com toda a sua cultura.
