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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Maestro em outra vida


Antes da minha avó vir morar conosco, a visitávamos com certa frequência, sempre que possível.

No ano passado ou retrasado, em uma das viagens para vê-la (ela morava a 350 km daqui), estávamos no carro, ouvindo música clássica, e meu pai ergueu as mãos e começou a movimentá-las como um maestro. E falou que achava que em outra vida foi um grande maestro. Foi tão bonito!

Desde sempre, meus pais levavam meus irmãos e eu para orquestras. Lembro-me de pedir para sentar com meus irmãos nas primeiras fileiras e meu pai só falava para não fazer barulho. Ficávamos quietinhos e batíamos palmas apenas quando era o momento certo.

Até hoje vou à orquestras quando posso e sinto-me enormemente agradecida por ele ter nos proporcionado essas boas lembranças da infância e nos influenciado com toda a sua cultura.   

sábado, 19 de janeiro de 2013

Filmes x Desenhos


Meu pai sempre foi fã de cinema, filmes, museus, etc. Podia ficar o final de semana toda assistindo a filmes de qualquer gênero: comédia, aventura, romance, drama, ficção e ação.

Lembro-me que assistimos a triologia do Senhor dos Anéis no cinema, todas as vezes juntos e com bastante pipoca e refrigerante, do jeito que ele gosta. Parece-me que foi em outra vida, há muitos e muitos anos.

Até hoje aprecia um bom filme. Um dos únicos lugares que ainda vamos juntos, é à vídeo locadora, em busca de DVDs interessantes. Ah, mas nada de filmes de terror, com monstros ou bruxas. Agora ele sente medo.

Faz parte de sua rotina assistir alguns seriados na TV, assim como filmes. Mas, a partir de um certo momento, que não me lembro direito qual foi, ele passou a assistir canais infantis de desenhos

Na primeira vez que o vi assistindo desenho, achei curioso. Ele estava vendo o Pocoyo e eu entendia "bocoió" e não conseguia parar de rir. Sabe quando dá aquele ataque, que não dá para parar de gargalhar

Teve uma vez que estávamos jantando, com a TV ligada (antigamente, isso era inadmissível), e ele não respondia minha mãe. Ficamos um pouco preocupadas, mas de repente ele começou a dar risada. E falou que o desenho estava engraçado.