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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Indicação de filme: E se vivêssemos todos juntos?

Recentemente assisti um filme lindo, chamado Et si on Vivait tous Ensemble? (E se vivêssemos todos juntos?).

Algumas passagens são bem parecidas com a realidade de casa. 

Tem um personagem que começa a ter a memória um pouco prejudicada e os amigos ficam um pouco assustados dependendo da situação, sem saber o que fazer/dizer, assim como ocorreu com meu pai.

Ele também assistiu, meio receoso no início, pois não queria ver um filme "cheio de velhos"(sic). Mas acabou se divertindo e admirando a beleza da conservada Jane Fonda. Segundo ele, essa atriz foi corajosa ao aparecer nua no cinema, há muitos anos atrás, quando nenhuma mulher fazia isso na época. 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Meu pai sente frio, mas minha mãe não!

Ontem a noite estava vendo um filme com o meu pai, que tem a mania de dizer que já viu todos e quaisquer filmes e seriados possíveis. Não me lembro se já comentei aqui, mas ele sempre tem a impressão que já assistiu tudo quanto é filme, até os que acabaram de estrear. 

Em certo momento, ele começou a sentir frio e me perguntou se tinha um cobertor. Peguei primeiro a blusa dele, que me pediu para cobrir a minha mãe - que estava cochilando no sofá e, por sinal,  é "calorenta". 

Assim que a cobri, ela tomou um susto e chutou todo o cobertorzinho.

Meu pai fez uma cara de triste, olhou para mim e falou: 

- A intenção foi boa, né?

E eu respondi que sim, a intenção era a melhor e mais importante. E sorrimos um para o outro.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Zé do caixão


Meu pai sempre admirou o diretor/ator José Mojica, o famoso Zé do Caixão

Contou-me que ia ao cinema para apreciar seus trabalhos na época em que estreavam filmes de terror, proibido para menores.

Dizia que eram piores que terríveis ou horripilantes, eram os chamados por ele de "terripilantes".

Uma vez, mais ou menos no início do segundo semestre de 2012, ele teimou que o Mojica já tinha falecido e ficou um tempão imitando o jeito dele falar, deixando a voz meio rouca e "assustadora", na hora do almoço. Demos muita risada. Consegui filmar um pouquinho, mas está meio difícil de ouvi-lo, pois só dá a minha risada hehehehhe.

Minha vó, do sofá, de vez em quando dava uma olhada e ria também, meio sem entender o que acontecia (ela é um pouco surdinha).





quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Indicação de filme II: Barney's Version


Vi esse filme no cinema com meu namorado, não me lembro se em 2010 ou 2011. No Brasil, chama-se "A Minha Versão do Amor".

Naquela época, meu pai ainda estava com o diagnóstico de Alzheimer e não de Pick.

O filme é sobre um homem de 65 anos que desenvolve Alzheimer. Mostra as dificuldades encontradas por ele e por todos à sua volta. 

A história é belíssima, apesar de ter me arrancado algumas lágrimas.  

É excelente. Recomendo.

Indicação de filme: Amour


Semana passada fui ao cinema (sozinha) assistir a um filme lindo, chamado "Amour" (Amor).

Trata-se de uma história de amor incondicional entre um casal de idosos.

A mulher, de 85 anos, começa a ter problemas de saúde e seu marido torna-se seu principal cuidador.

Conforme a doença avança, as dificuldades aumentam. 

Não vou falar mais, senão serei spoiler

Recomendo, apesar de ser um filme um pouco triste. Há belos diálogos e algumas críticas interessantes.   

Me identifiquei com várias passagens.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Filmes x Desenhos


Meu pai sempre foi fã de cinema, filmes, museus, etc. Podia ficar o final de semana toda assistindo a filmes de qualquer gênero: comédia, aventura, romance, drama, ficção e ação.

Lembro-me que assistimos a triologia do Senhor dos Anéis no cinema, todas as vezes juntos e com bastante pipoca e refrigerante, do jeito que ele gosta. Parece-me que foi em outra vida, há muitos e muitos anos.

Até hoje aprecia um bom filme. Um dos únicos lugares que ainda vamos juntos, é à vídeo locadora, em busca de DVDs interessantes. Ah, mas nada de filmes de terror, com monstros ou bruxas. Agora ele sente medo.

Faz parte de sua rotina assistir alguns seriados na TV, assim como filmes. Mas, a partir de um certo momento, que não me lembro direito qual foi, ele passou a assistir canais infantis de desenhos

Na primeira vez que o vi assistindo desenho, achei curioso. Ele estava vendo o Pocoyo e eu entendia "bocoió" e não conseguia parar de rir. Sabe quando dá aquele ataque, que não dá para parar de gargalhar

Teve uma vez que estávamos jantando, com a TV ligada (antigamente, isso era inadmissível), e ele não respondia minha mãe. Ficamos um pouco preocupadas, mas de repente ele começou a dar risada. E falou que o desenho estava engraçado.

O último cinema


Sempre fui ao cinema com meu pai, desde de pequena. Era um passatempo agradável e cultural. Ainda me lembro quando fomos assistir ao Jurassic Park. Nem sei quantos anos eu tinha naquela época, mas foi inesquecível

Teve uma outra vez que fomos assistir ao Santuário, em 2011, no qual meu pai falou bem alto quando uma senhora atendeu ao celular, antes do início do filme. Ele dizia "alô!!!!" e outras coisas que agora não me lembro mais. Tinha um casal de adolescentes que deu risada dos gritos do meu pai. Eu também não consegui conter meu riso e tentava pedir para meu pai parar. E ele ficou falando até a mulher desligar o telefone. 

No ano passado fomos ao cinema assistir ao Batman. A sessão estava relativamente cheia. Levamos blusas, para o frio do ar condicionado, mas mesmo assim passamos frio. No início, ele não quis comprar pipoca, o que estranhei bastante, afinal isso fazia parte do programa. Depois de insistir um pouco, ele acabou cedendo e aceitou um pacote de pipoca com refri.

Na sala, um jovem inconveniente ficava chacoalhando seu pacote gigantesco de pipoca o tempo todo. Isso me incomodou, mas deixou meu pai mais incomodado ainda. Ele reclamou alto e eu expliquei para ele que o sujeito era só folgado e mal-educado, para tentar deixar pra lá.

Depois deste último episódio, não fomos mais ao cinema. Dá um pouco de medo do meu pai surtar com alguém, xingar alguma pessoa agressiva ou até mesmo cair, se perder o equilíbrio. 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Cotidiano: pesadelo x realidade

Ontem assisti com meu pai um seriado chamado Grimm, cujo personagem principal vê monstros e extermina-os. 

Hoje de manhã, após o banho (falando em banho, outra hora conto como foi), tomando seu café, meu pai falou:


- Estou preocupado.

- Com o que, pai? - indaguei.
- Eu não sei direito se foi sonho ou se aconteceu de verdade.
- Me conta, pai! Eu te ajudo a ver se foi sonho ou realidade!
- Não adianta tentar fugir.
- De quê? 
- Dos monstros.
- Que monstros?
- ......
- Ahhhhh, pai! Foi pesadelo! Monstros não existem! Se existissem, a gente tava "frito"! Pode ficar tranquilo, foi só um sonho ruim! Deve ter sido por causa do seriado que a gente viu ontem, tinha um monte de monstros... 
- Tem certeza?
- Tenho. Hoje vamos assistir filmes com belas paisagens e mulheres bonitas! 
- Será que funciona?
- Vamos tentar!

Essa foi nossa conversa. Amanhã conto se deu certo.